30.1.13

gosto de ti


Gosto dos teus casacos. E das tuas camisolas, das roxas, até das que me picam a face quando me deito sobre o teu peito. És quentinho. Os teus abraços confortam-me e os teus beijos tranquilizam-me. Por mais perdida que esteja, encontro-me sempre quando estou contigo. Sou eu. E tu és tu, e és tão meu. E eu adoro. E eu amo. Como te amo a ti e ao teu sorriso brilhante, e aos teus olhos flamejantes. E aos teus lábios escaldantes. Como te amo a ti por completo, cada célula do teu ser, que se funde comigo quando me apertas a mão. 
Transformo-me em poeta e o teu corpo é meu caderno, os meus dedos a caneta. Sou pintora e o teu rosto é a minha tela, os meus lábios os pinceis. Pinto com as cores do teu sorriso, e tão belas que elas são, as mais belas que já vi. Iluminaram-me o caminho que há tanto não passava de escuridão.
És muralhas altas em meu redor e proteges-me o coração. És tanto de mim e eu sou tanto de ti. Somos duas metades de um todo, oh, e como eu gosto do resultado. Mais do que isso, só de ti. De ti, e dos teus olhos castanhos. Como as folhas que o inverno não limpou...
Estás aqui. Estás tão presente e não vais embora, e a segurança que me transmites causa uma alegria de tal forma descontrolada, em mim, que penso ter ficado louca. Mas não estou louca. Só apaixonada. 
Pensando melhor, qual é a diferença?

18.1.13

i won't forget you


Hoje recebi uma mão carregada de certezas de como tu já não és quem eu amei. 
Mudaste. Abandonaste tudo o que alguma vez me fez amar-te e apagaste-me da tua vida.
Causa-me uma dor indescritível o facto de teres passado sobre mim uma borracha como se eu fosse apenas um erro, nada mais. Porém, de nada te serve tentares apagar-me, porque escrevemos a nossa história a tinta permanente e eu estou gravada em ti, como dizeres de amor numa árvore despida. As tuas atitudes continuam a ultrapassar os limites da minha compreensão e talvez nunca as entenda, talvez nunca te volte a entender, resta-me chorar a perda daquele que um dia eu amei com tudo em mim.
Dava tudo para ter de volta a pessoa que costumavas ser, voltar a sentir os teus braços em meu redor e ouvir a tua gargalhada cristalina, mas não posso. Deixaste-me com a promessa que já planeavas quebrar e agora é tarde demais para a tentares cumprir. A oportunidade fugiu-te, tal como tu tantas vezes fugiste de mim, deixando-me à chuva, amedrontada pela tempestade. Deixaste-me demasiado quebrada para alguma vez voltar a confiar em ti e esta é, por isso, a última carta que dirijo a ti.
E agora sai de mim, porque nada mais tenho a dar-te, e tu nada mais tens a tirar-me.
Parabéns.

13.1.13

home is where the heart is


Hoje o céu assemelha-se a ti. Não há uma nuvem que ofusque o brilho das imensas estrelas que o salpicam e a lua em quarto crescente tem em sua volta uma circunferência de luz. Olhei-o e lembrei-me de ti, com o frio a chicotear-me o corpo, o gelo a cortar-me o rosto e a noite a esbofetiar-me as faces. Mas não senti nada, na altura, porque um outro sentimento apoderava-se do meu corpo, sentimenso esse mais forte que a dor, mas que rima com a mesma, e que eu sinto tanto por ti. Sentimento com o qual me preenches entre beijos e carícias. Porque nessa altura eu corria para ti, como corro a cada segundo da minha vida, de volta a teus braços e ao teu amor, a minha verdadeira casa, onde eu pertenço e sempre deveria ter estado, e tanto desejo estar sempre. 
Escrevo-te bilhetes sem sentido, rabisco em cantos de folhas às linhas e guardo tudo, fecho-os em garrafas e lanço-os ao mar que é só nosso, para que se percam como nós nos perdemos com suspiros e silêncios, não de constrangimento, mas o silêncio confortável que toma o ar quando nada mais precisa de ser dito.
Quero-te tanto.

6.1.13

somos amor


Aqueces-me o coração quando me beijas a testa ou seguras as mão. Todo tu és calor mesmo nos dias mais frios, aquecido pelo fogo da paixão que alimentamos. Somos postais de verão e flocos de neve. Somos amor. Somos beijos apaixonados e toques desejados, carícias arrepiantes e sonhos não contados. Somos doçura. Chocolate derretido salpicado de avelãs. Somos tudo e nada importa, quando nos envolvemos, abraços apertados no meio de uma multidão invejosa por um amor como o nosso. És o riso e as palavras, e estás perto, mesmo longe. Somos a melodia mais bela que os teus dedos criam ao dançarem nas teclas. 
Fazes-me feliz. A felicidade trocou de lugar com a dor, que costumava ser a minha casa. Agora sorrio com vontade e as covinhas no meu queixo voltam a aparecer quando te vejo aproximares-te. Faz-me feliz, a forma como me olhas, e como és tão belo. És a coisa mais bonita que possuo e que não quero perder. Tens os olhos de um sonhador e lábios de conquistador, tens música em todo o teu ser e uma aura de amor rodeia-te e envolve-me quando me tocas. Ou quando me falas. Ou quando me tens, seja de que maneira fôr. 
És tão meu como eu sou tua e eu não podia pedir melhor.
Amo-te muito.

5.1.13

quando deixar de te escrever, morrerás no meu coração


Não tenho tido vontade de escrever. Ou melhor, vontade tenho, mas faltam-me as palavras. A minha mente anda confusa e o meu coração abalado, os pensamentos que pensei poderem ser organizados com o tempo apenas se misturaram no remoinho da tua passagem. Tento procurar destinatários diferentes para as cartas que me saem a voar da ponta dos dedos mas a verdade é que continuas a ser a minha única razão de escrever, o meu anjo caído, aquele que não voltou. Pensei que sempre voltasses, mas afinal eu é que sempre te persegui, e quando deixei de ter condições de sofrer, perdi-te, e perdi-me contigo. Tentei deixar-te suterrado com as memórias no ano que passou, tentei pôr uma pedra pesada por cima do sentimento que ainda me fazes sentir, mas como se mata todo este amor de um momento para o outro? No entanto já não te sinto comigo, sei que partiste, é tão certo como a dor que me provocas na alma, e a agonia toma conta de mim quando a ignorância faz o mesmo. Porque ignoro o teu paradeiro, não sei como te sentes, como vai a tua vida agora sem mim. Por muito que não queira tenho-te no pensamento nas noites em que estou sozinha, nas noites em que não tenho o meu Amor a proteger-me. Sim, porque encontrei um príncipe só meu, tu sabes, e tenho a certeza que sentes um ódio fogoso por nós, mas não faz mal. Perdoo-te, porque te conheço, porque te amei com tudo o que tive. Porque sei que pensas em mim quando olhas para a lua cheia, sentes-me no teu coração, onde sempre estarei, um amor como o nosso não morre. Desvanesce, mas não morre, fica sempre, como uma cicatriz de uma batalha perdida, orgulho de dois guerreiros que provavelmente, um dia, não passarão de estranhos, que pensaram que o eterno duraria eternamente.